segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Nona Desventura


Desaventurados sejam...
As coisas começam a dar certo pra mim, profissionalmente falando.
Uma vez eu disse que estaria em algum lugar do tipo que estou um dia, mas acho que eu mesma não acreditei. Mas eu estou onde estou com um propósito.
Quando eu era pirralha eu escutava Legião Urbana(quando meus amiguinhos dançavam chiquititas...) e ficava imaginando como era Brasília, onde eles andavam, de onde saiam aquelas letras, e quando eu saí do aeroporto, a primeira coisa que eu pensei foi "meu Deus, mas que cidade linda!" e agora ja comecei a dar meus primeiros passos.
Seria aqui meu futuro?
Ainda não escrevi nada desde que cheguei...mas sinto-me bem e tranquila, estariam as desventuras transformando-se em aventuras?
O tempo dirá
Chegou a hora de recomeçar
(e eu odeio CPM22)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Oitava desventura


Os navios do cais


Eu sinto saudades de coisas tão recentes...
ultimamente tenho confundido minha vida com um longa-metragem, exatamente como diz a música...
os dias passam, um depois do outro...como um conta gotas malvado
e eu não sei que fim isso vai dar...
-espera pra ver Saah
caia em si, tatuí.

Avesso dos Ponteiros
Sempre chega a hora da solidão
Sempre chega a hora de arrumar o armário
Sempre chega a hora do poeta a plêiade
Sempre chega a hora em que o camelo tem sede

O tempo passa e engraxa a gastura do sapato
Na pressa a gente não nota que a Lua muda de formato
Pessoas passam por mim pra pegar o metrô
Confundo a vida ser um longa-metragem
O diretor segue seu destino de cortar as cenas
E o velho vai ficando fraco esvaziando os frascos
E já não vai mais ao cinema

Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você

Penso quando você partiu
Assim... sem olhar pra trás
Como um navio que vai ao longe
E já nem se lembra do cais
Os carros na minha frente vão indo
E eu nunca sei pra onde
Será que é lá que você se esconde?

Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você

A idade aponta na falha dos cabelos
Outro mês aponta na folha do calendário
As senhoras vão trocando o vestuário
As meninas viram a página do diário

O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Tudo cresce e o início
Deixa de ser início
E vai chegando ao meio
Aí começo a pensar que nada tem fim...