quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Décima quarta desventura

Letra nova, que ainda não nomeei nem musicamos :)

Essas ruas que são minhas continuam as mesmas.
Em meu quarto, restos tolos do que fomos nós
e o deserto em maquete sobre a mesa
o silêncio dura tanto, esqueço a minha voz
tudo parece igual e no mesmo lugar
deve ser só uma parte que se foi de mim
certas coisas sem querer fazem tudo mudar
já não sei mais quem eu fui até aqui

E esse caminho incerto que escolhi seguir
não vai me devolver nada do que perdi
vai me ensinar, vai me fazer crescer
vai me mostrar tudo que eu posso ser
(mas seria bem melhor se fosse com você)

Sua alegria não me incomoda mais
me contentam as tristezas ao acaso
o relógio me confunde, e isso me satisfaz
(fica um pouco mais)
antes a saudade do que só descaso
Tsunamis em Samôa, homens-bomba, apagões
mulheres que tem filhos sem poder criar
descobertas milagrosas, padres e seus balões
tudo vai mudando, o tempo vai passar
(e não sinto mudar)

E esse caminho incerto que escolhi seguir
não vai me devolver nada do que perdi
vai me ensinar, vai me fazer crescer
vai me mostrar tudo que eu posso ser
(mas seria bem melhor se fosse com você)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Décima terceira desventura

Eu quero ser um cavalo marinho. Assexuado, auto-reprodutivo e azul. Dos três, acho que o que mais quero é ser azul.
As mulheres nunca sabem o que querem...vivem mentindo e se confundindo, procuram desesperadamente o próprio sofrimento, e arranjam um jeito de provocar o seu também. Cansei delas, dão muito trabalho.
Trabalhar é bom pra pagar as contas e esquecer as mulheres, mas as contas fazem a gente se tornar escravo do dinheiro, e no final, quando percebemos, não vivemos mais, sobrevivemos, pra pagar as contas. Não sobre direito nem o da cerveja no final de semana.
A cerveja é boa pra esquecer das mulheres e do trabalho, mas quando precisa-se desesperadamente esquecer de ambos, esquecemos também que pra beber demais, tem que ter dinheiro demais, e isso nos faz falta na hora de pagar as contas, e de sair com as mulheres...sem mulheres, não tem sexo, e sexo também é importante.
Sexo é uma das melhores partes da vida, da prazer, faz bem pra saúde(quando feito com segurança), e faz-nos ter a tal sensação de saber que somos capazes de conquistar alguém. Mas pra fazer sexo, precisa ter onde, e com quem...e mesmo que haja o local facil, o "com quem" nem sempre é facil. Precisamos ter a mulher, e o dinheiro pra manter a mulher, a cerveja pra dar o clima, e pagar a conta no final de tudo, e pra pagar a conta, precisamos trabalhar.
No final, tudo é um grande ciclo vicioso, do qual só escaparemos se subirmos em uma montanha, e nos alimentarmos de relva e amor pela natureza pra sempre, e mesmo assim...sentiremos falta do sexo, da mulher, do dinheiro e da cerveja, então acabaremos descendo e trabalhando pra conseguir tudo isso.
Mais do que ser um cavalo marinho, assexuado e auto-reprodutivo, eu quero ser azul.
Se eu fosse azul, não precisaria de nada disso, e eu seria bem mais feliz.

domingo, 22 de março de 2009

Décima Segunda Desventura


22-03-2009
Se eu pudesse guardar esses sonhos pra depois
se tivesse como congelar certas coisas
como as sobras do almoço pra aquecer no dia seguinte
se desse pra passar em câmera lenta
se desse pra acelerar
se eu conseguisse parar de pensar...
se conseguisse arrancar certas partes e não viver
e sempre vem alguém dizendo que é preciso
que não se aprende só com as boas partes
e sei que é verdade, fatalmente é,
mas se desse pra simplificar
eu fugiria sem olhar pra trás...
amanhã vou ver o sol novamente
e novamente e novamente
num ciclo infinito até que alguém ponha um fim
ou até que eu não possa mais vê-lo
amanhã as pessoas vão acordar
amanhã o mundo vai girar devagar
amanhã, quando for a hora, vai anoitecer
se pudesse ser diferente
se desse pra ir mais pra frente
nesse tempo que não colabora
nesses dias em que eu perco a hora
nada pode ser tão bom pra que não se odeie um dia
se desse pra odiar pra sempre
se desse pra enjoar mais rápido
se eu pudesse amar mais devagar...
-Saah Tavares

quarta-feira, 18 de março de 2009

Décima Primeira Desventura



Voltar pra casa é tão bom...é maravilhoso saber que estou voltando pra minha terrinha.
tô sentindo tanta saudade de tudo...de todos.
Saudade do meu amor...é tão estranho...só neste blog eu ja falei de três pessoas diferentes, e só agora eu acho que é pra valer. Agora tem que ser pra valer.

Mudaram as estações,
nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim, tão diferente

Se lembra quando a gente
chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
sem saber
que o pra sempre
sempre acaba

Mas nada vai conseguir mudar
o que ficou
Quando eu penso em alguém
só penso em você
E aí, então, estamos bem

Mesmo com tantos motivos
pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar,
agora tanto faz...
estamos indo de volta pra casa



Essa música sempre me faz chorar...

quinta-feira, 5 de março de 2009

Décima desventura


Ontem a noite te guardei no meu armário de mágoas
e as coisas que me dissestes ainda estão guardadas
em alguma gaveta muito em breve mofada
junto com os sonhos que larguei pelo caminho
junto com os meus planos que pensei serem destino
junto com a paz a muito tempo abandonada.

Esta noite não soube mais dormir
tem certas coisas que desaprendi
como gostar de ver o sol nascer
como pensar em tudo antes de adormecer
como plantar botões de lírios em nós
parecido com as promessas que fizemos a sós

Hoje só me encontro em promessas sem sentido
tentando realizar meu sentimento distorcido
e aquela esperança de te abraçar novamente
cria o momento(pasme eu!)mais descontente
de saber que tudo que eu havia sonhado
cada parte de ti que eu tinha desenhado
cada momento futuro que havia desejado
agora fazem parte de um ignóbil passado

E o que me mata não é ter deixado tudo
não foi você que destruiu meu mundo
foi só meu egoísmo falando mais alto novamente
foi entregar a essência em um momento passageiro
foi doar o que eu tinha de melhor por inteiro
e ver em uma fração tudo extrair-se de mim
como um infinito que um dia chega ao fim.

-Saah Tavares

Hoje é só

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Nona Desventura


Desaventurados sejam...
As coisas começam a dar certo pra mim, profissionalmente falando.
Uma vez eu disse que estaria em algum lugar do tipo que estou um dia, mas acho que eu mesma não acreditei. Mas eu estou onde estou com um propósito.
Quando eu era pirralha eu escutava Legião Urbana(quando meus amiguinhos dançavam chiquititas...) e ficava imaginando como era Brasília, onde eles andavam, de onde saiam aquelas letras, e quando eu saí do aeroporto, a primeira coisa que eu pensei foi "meu Deus, mas que cidade linda!" e agora ja comecei a dar meus primeiros passos.
Seria aqui meu futuro?
Ainda não escrevi nada desde que cheguei...mas sinto-me bem e tranquila, estariam as desventuras transformando-se em aventuras?
O tempo dirá
Chegou a hora de recomeçar
(e eu odeio CPM22)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Oitava desventura


Os navios do cais


Eu sinto saudades de coisas tão recentes...
ultimamente tenho confundido minha vida com um longa-metragem, exatamente como diz a música...
os dias passam, um depois do outro...como um conta gotas malvado
e eu não sei que fim isso vai dar...
-espera pra ver Saah
caia em si, tatuí.

Avesso dos Ponteiros
Sempre chega a hora da solidão
Sempre chega a hora de arrumar o armário
Sempre chega a hora do poeta a plêiade
Sempre chega a hora em que o camelo tem sede

O tempo passa e engraxa a gastura do sapato
Na pressa a gente não nota que a Lua muda de formato
Pessoas passam por mim pra pegar o metrô
Confundo a vida ser um longa-metragem
O diretor segue seu destino de cortar as cenas
E o velho vai ficando fraco esvaziando os frascos
E já não vai mais ao cinema

Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você

Penso quando você partiu
Assim... sem olhar pra trás
Como um navio que vai ao longe
E já nem se lembra do cais
Os carros na minha frente vão indo
E eu nunca sei pra onde
Será que é lá que você se esconde?

Tudo passa e eu ainda ando pensando em você
Tudo passa e eu ainda ando pensando em você

A idade aponta na falha dos cabelos
Outro mês aponta na folha do calendário
As senhoras vão trocando o vestuário
As meninas viram a página do diário

O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Tudo cresce e o início
Deixa de ser início
E vai chegando ao meio
Aí começo a pensar que nada tem fim...